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Trump nega pagamento de US$ 300 bi ao Irã e cobra cessar-fogo de Israel

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Trump nega pagamento de US$ 300 bi ao Irã e cobra cessar-fogo de Israel
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Donald Trump fala com jornalistas em Paris
Donald Trump fala com jornalistas em Paris, em 17 de junho de 2026. Foto: Reprodução.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta quinta-feira (18) que o governo americano pagará US$ 300 bilhões ao Irã, valor citado no acordo de paz assinado na quarta-feira (17) com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. A cifra aparece em uma cláusula que prevê um plano de reconstrução e desenvolvimento econômico do país persa.

Trump reagiu em sua rede social Truth Social à interpretação de que Washington arcaria diretamente com o montante. “Não há nenhum pagamento de 300 bilhões de dólares dos EUA ao Irã. Isso é notícia falsa! Tudo o que importa para os EUA é o sucesso, a queda dos preços do petróleo e a vitória. Observem o mercado de ações”, escreveu.

O texto do acordo afirma que os Estados Unidos elaborarão, “junto de seus parceiros regionais”, um programa para a reconstrução e o desenvolvimento econômico do Irã com “valor mínimo de US$ 300 bilhões”. O documento não detalha a origem dos recursos nem define como o plano receberá financiamento.

Em outra publicação, Trump cobrou que Israel cumpra o cessar-fogo previsto no memorando. O presidente americano disse esperar “um cessar-fogo completo em todas as frentes, incluindo Líbano, Hezbollah e Israel” e escreveu que os países da região devem manter seus compromissos para permitir o avanço das negociações.

Acordo prevê fim da guerra, reabertura de Ormuz e suspensão de sanções

O documento divulgado oficialmente tem 14 pontos e declara o fim imediato e permanente da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. Estados Unidos e Irã também se comprometem a não iniciar conflito entre si e a respeitar a soberania e a integridade territorial um do outro.

O acordo determina que Washington suspenda o bloqueio naval ao Irã e retire suas forças militares da região ao redor do país em até 30 dias após a assinatura do memorando. Teerã, por sua vez, deve reabrir o Estreito de Ormuz em até 30 dias e garantir a passagem segura e sem custos de navios comerciais por 60 dias.

Na área nuclear, o Irã reafirma que não produzirá nem adquirirá armas nucleares. As partes concordam em negociar a destinação do urânio enriquecido armazenado, com possibilidade de diluição sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica, e também em discutir temas ligados ao enriquecimento no acordo final.

O memorando prevê ainda o encerramento de sanções contra o Irã, a autorização para a comercialização de petróleo e produtos petroquímicos iranianos e a liberação de ativos e fundos congelados. O acordo final deve sair em até 60 dias e ser ratificado por uma resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

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