O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (1º) que suspendeu um ataque planejado contra o Irã após, segundo ele, receber pedidos de Teerã e de outros países do Oriente Médio para priorizar uma solução diplomática para a crise.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que as Forças Armadas norte-americanas estavam preparadas para realizar uma ofensiva de grande escala, mas decidiu cancelar a operação diante da possibilidade de um acordo. O presidente condicionou a suspensão do ataque à rápida conclusão de um pacto que inclua a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim da ameaça representada pelo programa nuclear iraniano.
“Com base nesse pedido, concordei, para o benefício futuro do mundo e para a sobrevivência de um Irã próspero e bem-sucedido, em cancelar o ataque, desde que seja possível chegar a um acordo rapidamente. O Estado de Israel se une a mim nesse compromisso”, escreveu.
Estreito de Hormuz
Segundo Trump, o entendimento prevê a reabertura “imediata, completa e total” do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo.
A nova escalada militar entre Estados Unidos e Irã começou após o fim de um breve período de trégua. Em 29 de julho, Washington retomou os bombardeios contra alvos iranianos. De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), a ofensiva foi uma resposta a um suposto ataque iraniano contra posições militares norte-americanas no Oriente Médio e a um bombardeio contra um navio dos Estados Unidos no Egito.
Horas antes do anúncio, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, conversou por telefone com Trump e defendeu a redução das tensões na região, reforçando a necessidade de ampliar os esforços diplomáticos.
A versão apresentada pelo presidente norte-americano, no entanto, foi contestada pela imprensa estatal iraniana. Veículos ligados ao governo de Teerã negaram que o país tenha solicitado a suspensão da ofensiva e afirmaram que os Estados Unidos recuaram diante do risco de uma nova escalada do conflito.




