Pular para o conteúdo
Mundo

“Ninguém vai mudar o Pix”, diz Lula após novo tarifaço dos EUA

Por 3 min de leitura Expresso Rio
“ninguem-vai-mudar-o-pix”,-diz-lula-apos-novo-tarifaco-dos-eua
“Ninguém vai mudar o Pix”, diz Lula após novo tarifaço dos EUA
Seguir no Google News
Ouvir texto Pronto
Lula em reunião no Palácio do Planalto
Luiz Inácio Lula da Silva em reunião com representantes da indústria automotiva no Palácio do Planalto. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o Pix nesta sexta-feira (17) em meio à reação do governo brasileiro ao tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos, medida que provoca temor de prejuízos à economia.

Lula publicou nas redes sociais um card com a frase: “Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix. É público, é de graça e vai continuar assim”. Na legenda, escreveu: “Nossa soberania não se negocia. Ninguém vai mudar o nosso Pix”.

O Planalto passou a tratar o sistema de pagamentos do Banco Central como uma das principais bandeiras da resposta brasileira à decisão estadunidense. Enquanto Lula concentrou a reação nas redes, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o chanceler Mauro Vieira assumiram as declarações oficiais à imprensa.

A reação presidencial começou na quinta-feira (16), depois que a Presidência divulgou uma nota oficial sobre a medida dos Estados Unidos. Em uma das primeiras publicações, Lula compartilhou a imagem de uma mão sobre a bandeira do Brasil com a frase: “Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la.”

Pix entrou em investigação comercial dos Estados Unidos

O Pix aparece entre os pontos citados na investigação comercial estadunidense que embasou a tarifa. O procedimento teve abertura com base na Seção 301 da legislação de comércio dos Estados Unidos.

Na nota de resposta, o Planalto classificou as críticas ao sistema de pagamentos como “descabidas”. O governo também definiu o Pix como “um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital”.

Integrantes do governo relatam que auxiliares calibram as manifestações do presidente com cautela por causa das restrições do período eleitoral e do receio de questionamentos na Justiça Eleitoral. Na quinta-feira (16), o formato da resposta ao tarifaço entrou em discussão ao longo da manhã.

Entre as alternativas avaliadas estavam uma coletiva com ministros e uma manifestação pública de Lula, mas a orientação foi concentrar as falas institucionais em ministros e evitar declaração presencial do presidente no Palácio do Planalto. A Secretaria de Comunicação Social e a Advocacia-Geral da União ampliaram a revisão de materiais de divulgação do governo, inclusive publicações de ministros, enquanto aliados avaliam que a oposição bolsonarista deve monitorar eventuais deslizes para levar questionamentos ao Tribunal Superior Eleitoral.

Ouvir texto Pronto