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Lula aposta em China e EUA para montar infraestrutura brasileira de inteligência artificial

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Lula aposta em China e EUA para montar infraestrutura brasileira de inteligência artificial
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Lula
O presidente Lula, em visita ao Campus Catalão do Instituo Federal de Goiás. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo Lula mudou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e pretende adquirir dois supercomputadores por mais de R$ 2 bilhões. A ideia é ter uma rota tecnológica ligada aos Estados Unidos e outra à China, em vez de depender de uma única máquina e de um único fornecedor.

As licitações devem ser lançadas nos próximos dias. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou à Folha que o objetivo é colocar os equipamentos entre os dez mais potentes do mundo e usá-los para desenvolver tecnologia brasileira, inclusive grandes modelos de linguagem.

O principal equipamento terá potência instalada prevista de 9,2 megawatts. Pelos parâmetros atuais do ranking Top500, ficaria por volta da sexta posição mundial. O consumo de eletricidade seria comparável ao de aproximadamente 45 mil residências.

A demanda energética fez o governo abandonar a ideia inicial de instalar a máquina no Laboratório Nacional de Computação Científica, em Petrópolis. Lula deverá escolher os locais entre Rio de Janeiro, Campinas e uma área no Rio Grande do Norte. Segundo Luciana Santos, a tendência é distribuir os equipamentos entre Sudeste e Nordeste.

Inteligência Artificial
Foto: Dado Ruvic/Reuters

O desenho da compra terá diferentes rotas. Na primeira, sem restrição de origem, a ministra avalia que uma empresa estadunidense como a Nvidia tende a ser a fornecedora. Outra etapa prevê uma encomenda tecnológica envolvendo países em desenvolvimento, e a China é apontada como a única com capacidade atual para fornecer equipamento desse porte.

A ministra disse que a diversificação busca reduzir a dependência brasileira de uma única potência. Ela reconheceu, porém, o risco de reação de Washington. “Os Estados Unidos ameaçam cessar o fornecimento a quem fizer negócios nessas áreas mais críticas com a China”, afirmou.

Os supercomputadores deverão atender governos, universidades e empresas e serão usados no treinamento de modelos brasileiros de inteligência artificial. Os acordos também devem prever transferência de tecnologia em software e hardware. Segundo o MCTI, R$ 14,2 bilhões dos R$ 23 bilhões previstos no plano de IA já foram executados.

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