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EUA revogam visto de Maria Luiza Viotti, mas embaixadora seguirá em Washington

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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EUA revogam visto de Maria Luiza Viotti, mas embaixadora seguirá em Washington
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Maria Luiza Ribeiro Viotti
Maria Luiza Ribeiro Viotti, embaixadora do Brasil nos Estados Unidos. Foto: Reprodução

Os Estados Unidos revogaram nesta terça-feira (4) o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em meio ao impasse sobre a indicação de Daniel Perez para comandar a representação americana em Brasília. O Departamento de Estado afirmou que a medida não obriga a diplomata a deixar o país.

Viotti poderá permanecer normalmente nos Estados Unidos mesmo sem um visto válido, já que exerce a função de embaixadora. s do Itamaraty afirmaram que o governo brasileiro não pretende chamar a diplomata de volta ao Brasil.

A situação mudará caso Viotti deixe o território americano. Para retornar aos EUA, ela terá de solicitar um novo visto. “Caso a embaixadora deixe os Estados Unidos, ela precisará solicitar um novo visto para retornar ao país”, disse um porta-voz do Departamento de Estado.

O governo de Donald Trump vinculou a revogação à demora brasileira em conceder o aval diplomático para Perez assumir a embaixada dos Estados Unidos em Brasília. Washington também indicou que poderá restabelecer o visto de Viotti se o Brasil aprovar a nomeação.

Impasse envolve nomeação do embaixador dos EUA em Brasília

O Departamento de Estado declarou que manteve contatos com autoridades brasileiras por semanas para tentar destravar a indicação. “Nos comunicamos continuamente com o governo brasileiro durante semanas e demos ao governo brasileiro todas as oportunidades para fazer a coisa certa. Ainda assim, eles continuaram adiando e criando obstáculos”, afirmou.

O governo americano sustentou que Trump tem o direito de escolher os representantes do país no exterior e relacionou a pressão à política “América em Primeiro Lugar”. O Departamento de Estado disse ainda que outras medidas diplomáticas seguem em avaliação se Brasília continuar adiando ou recusar o aval a Perez.

A indicação do diplomata americano causou mal-estar no governo Lula porque a Casa Branca anunciou o nome antes de realizar a consulta reservada ao Brasil. Pela prática diplomática, o país anfitrião costuma sinalizar se aceita o indicado antes do anúncio público; o pedido formal de aval para Perez chegou mais de duas semanas depois da divulgação de sua indicação.

Em nota, o Itamaraty repudiou a decisão dos EUA e classificou como “falsas” as justificativas apresentadas por Washington. O ministério afirmou que o pedido de aval permanece em análise, que o direito internacional não determina prazo para resposta e acusou os EUA de promover uma “escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil” e de tentar interferir na próxima eleição presidencial.

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