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Política

Campanha de Flávio volta ao TSE para contestar pesquisa da Atlas

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Campanha de Flávio volta ao TSE para contestar pesquisa da Atlas
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Flávio Bolsonaro
O pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Sergio Lima/AFP

O PL voltou ao Tribunal Superior Eleitoral para questionar uma pesquisa da AtlasIntel que mostrou Luiz Inácio Lula da Silva à frente de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Além de pedir que o levantamento seja considerado irregular, o partido quer regras mais duras para o registro e a divulgação de pesquisas.

A legenda afirma que o instituto deixou de apresentar, dentro do prazo, informações sobre municípios, setores censitários e composição demográfica da amostra. Também aponta supostas diferenças entre o plano registrado e o questionário aplicado aos entrevistados.

A AtlasIntel nega as irregularidades e diz que enviou os arquivos exigidos ao sistema PesqEle. Segundo o CEO Andrei Roman, o questionamento está fundamentado em uma falha técnica do próprio sistema do TSE, e não em omissão do instituto.

O PL propõe que pesquisas só sejam divulgadas depois da publicação integral de toda a documentação técnica. A sigla também quer que anúncios pagos usados para recrutar entrevistados em redes sociais sejam considerados parte do período oficial de coleta.

Centrão avalia que Flávio Bolsonaro se encontra em uma situação delicada
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), junto de aliados bolsonaristas, em declaração a mídia nessa terça-feira (19). Foto; Pedro Ladeira/Folhapress

A equipe de Flávio avalia contestar ainda a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15), que mostrou Lula com oito pontos de vantagem no segundo turno. A campanha afirma que verificará se o instituto complementou todos os dados exigidos pela legislação.

A nova ofensiva ocorre depois de Kassio Nunes Marques suspender, em junho, outro levantamento da AtlasIntel a pedido do PL. Flávio também elogiou a proposta do presidente do TSE de criar um “selo de acurácia” para institutos que mais se aproximarem dos resultados eleitorais, ideia criticada por especialistas.

A representação contra a pesquisa mais recente foi distribuída ao ministro André Mendonça. As alegações do partido ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral e não significam, por si só, que o levantamento tenha descumprido a legislação.

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