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Política

Advogado diz que PM recusou carteira digital como “IA” antes de agressão em Ribeirão Preto

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Advogado diz que PM recusou carteira digital como “IA” antes de agressão em Ribeirão Preto
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O advogado Marco Antônio de Souza. Foto: Reprodução/EPTV

O advogado Marco Antônio de Souza, de 46 anos, afirma ter sido agredido por policiais militares durante o atendimento a um cliente na noite de quinta-feira (9), no bairro Ipiranga, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Segundo ele, a confusão começou depois que um tenente recusou sua carteira digital da OAB e disse que o documento teria sido produzido por inteligência artificial.

Marco contou que foi chamado por familiares de uma pessoa abordada pela polícia e chegou ao local em uma caminhonete conduzida por seu filho. Ao apresentar a identificação profissional pelo celular, teria ouvido do tenente que a versão digital não seria aceita. “Um tenente da Polícia Militar falou que aquilo lá era IA”, relatou.

O advogado afirma que o policial também ameaçou multá-lo e apreender o veículo por suposta embriaguez ao volante. Ele nega ter dirigido ou estar alcoolizado e diz que o filho estava ao volante.

A discussão se intensificou durante uma revista na caminhonete. Marco admite ter dito ao agente que, sem a farda, mostraria a ele “o que é ser homem”. Em seguida, segundo seu relato, oito ou nove policiais passaram a agredi-lo com socos e chutes. O filho, de 22 anos, também teria sido atingido. Os dois foram algemados, levados a uma unidade de saúde e depois conduzidos à delegacia.

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Marco Antônio de Souza foi agredido e colocado no porta-malas da viatura pela Policia Militar em Ribeirão Preto. Foto: Reprodução

Os policiais apresentaram outra versão no boletim de ocorrência. Eles afirmam que Marco ofendeu a equipe, recebeu voz de prisão por desacato e resistiu à abordagem. Segundo os agentes, os ferimentos ocorreram quando ele caiu durante a contenção.

Os PMs também disseram que o advogado só teria se identificado como profissional depois de ser algemado, que aparentava estar alcoolizado e que os desafiava a retirar a farda para resolver a discussão “na mão”.

A OAB de São Paulo afirmou que a carteira digital tem a mesma validade do documento físico e anunciou apoio ao advogado. A entidade pediu a abertura de um Inquérito Policial Militar, instaurou procedimento interno, acompanha a investigação da Polícia Civil e solicitou uma reunião com o comando da PM. O caso ainda será apurado.

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