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Brasil

Planos de saúde têm novas regras; entenda o que mudou

Por 2 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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As novas regras de fiscalização dos planos de saúde, definidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, já estão em vigor em todo o Brasil, incluindo o estado do Rio de Janeiro. As mudanças têm como objetivo acelerar a análise de reclamações feitas por beneficiários e aumentar a pressão sobre operadoras para cumprimento das normas.

De acordo com a ANS, o novo modelo combina ações de orientação, prevenção e punição, buscando maior eficiência na resposta aos usuários do sistema de saúde suplementar.

Uma das principais mudanças envolve o aumento significativo das penalidades aplicadas às operadoras. As multas agora podem chegar a até R$ 1 milhão por descumprimento de determinações da agência.

Além disso, houve uma revisão geral dos valores, com reajustes que podem atingir até 170%:

  • Negativa de cobertura: antes R$ 80 mil
  • Novo valor: R$ 108 mil
  • A partir de janeiro de 2028: R$ 216 mil

A medida impacta diretamente empresas que atuam no Rio de Janeiro e em outras regiões, pressionando por maior qualidade no atendimento aos clientes.

Outra mudança relevante é a definição de prazos mais claros para análise das reclamações registradas pelos usuários.

Entre os principais pontos:

  • Parte das queixas terá prazo de até 45 dias para conclusão
  • Reclamações recorrentes serão agrupadas para ações mais amplas de fiscalização

Com isso, a ANS pretende reduzir o acúmulo de processos e dar respostas mais rápidas aos beneficiários, inclusive em cidades do interior do estado do Rio de Janeiro, como Campos dos Goytacazes.

As mudanças ocorrem em meio a um aumento no número de reclamações contra planos de saúde em todo o país. Problemas como negativa de cobertura, demora em autorizações e falhas no atendimento estão entre as principais queixas dos usuários.

A atuação mais rigorosa da ANS busca corrigir essas falhas estruturais e garantir maior proteção aos consumidores.

Na prática, os beneficiários devem perceber:

  • Respostas mais rápidas às reclamações
  • Maior rigor contra operadoras que descumprem regras
  • Possibilidade de resolução mais eficiente de problemas recorrentes

A ANS continuará monitorando o desempenho das operadoras e poderá ampliar as ações de fiscalização conforme a identificação de irregularidades. O impacto das novas regras deve ser sentido progressivamente nos próximos anos, especialmente com o aumento escalonado das multas até 2028.

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