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PGR mantém opção de acordo de delação com Vorcaro apesar da recusa da PF

Por Atualizado em 23 Jun 2026, 08h52 2 min de leitura Expresso Rio
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PGR não descarta acordo de delação de Vorcaro mesmo após recusa da PF; entenda
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Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master. Foto: reprodução

A Procuradoria-Geral da República (PGR) segue analisando os anexos da proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, mesmo após a Polícia Federal rejeitar o acordo apresentado pela defesa do ex-banqueiro. Vorcaro está preso desde 4 de março por suspeita de fraudes financeiras.

Como titular da ação penal, a PGR pode conduzir a negociação de forma independente da PF. Por isso, a recusa da corporação não impede que os procuradores continuem avaliando os documentos entregues pelos advogados do ex-banqueiro.

Procuradores que acompanham o caso ainda não decidiram se aceitam ou rejeitam a colaboração. Segundo a CNN Brasil, há resistências internas à proposta dentro da PGR. A avaliação envolve o conteúdo dos anexos, o grau de novidade das informações e a capacidade de Vorcaro apresentar provas que sustentem os relatos.

Caso a Procuradoria também rejeite a colaboração, a tendência apontada por fontes que acompanham as conversas é que as negociações sejam encerradas, seguindo o mesmo caminho adotado pela Polícia Federal. As tratativas, porém, poderiam ser retomadas no futuro se a defesa apresentar novos elementos.

Mesmo com a recusa, a defesa do ex-banqueiro manteve as conversas com a PGR. Em reunião com os advogados em Brasília, na tarde de quarta-feira, integrantes da Procuradoria sinalizaram interesse em prosseguir com a análise da colaboração.

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Paulo Gonet, procurador-Geral da República. Foto: reprodução

Na segunda-feira (18), Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da PF em Brasília. O movimento foi interpretado como mais um sinal de descontentamento da corporação com a delação, considerada insuficiente por deixar de fora nomes e episódios vistos como relevantes para as investigações.

A primeira proposta de colaboração foi entregue no início de maio à PF e à PGR. Desde então, investigadores e procuradores analisam se os fatos narrados são inéditos, se há documentos ou elementos capazes de comprovar as acusações e se o ex-banqueiro tem condições de ressarcir os cofres públicos pelos prejuízos atribuídos ao esquema.

A avaliação mais recente é que delegados e integrantes da PGR ainda não estão convencidos de que a proposta apresentada pela defesa de Vorcaro “para em pé”. O desfecho dependerá da análise final dos anexos e da eventual apresentação de novas provas pelos advogados.

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