Pular para o conteúdo
Brasil

Exames descartam ligação entre detergente Ypê e doença em criança

Por 3 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Seguir no Google News
Ouvir texto Pronto

Exames laboratoriais realizados em uma menina de 10 anos internada no Rio Grande do Norte descartaram qualquer relação entre o quadro de saúde da criança e o detergente Ypê. Segundo informações divulgadas pelas autoridades de saúde, a paciente foi diagnosticada com eritema infeccioso, uma doença viral causada pelo parvovírus humano.

A confirmação foi anunciada após análises sorológicas realizadas durante a internação da criança. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, os resultados não identificaram qualquer evidência de contaminação provocada pelo produto de limpeza.

A menina recebeu alta hospitalar na última quarta-feira (20) e já se recupera em casa.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, os exames laboratoriais confirmaram que a criança apresentava eritema infeccioso, uma condição considerada benigna na maioria dos casos.

A doença é causada pelo parvovírus humano e costuma provocar sintomas como manchas avermelhadas na pele, febre leve, dores no corpo e mal-estar. Especialistas apontam que o quadro geralmente apresenta boa evolução clínica, especialmente em crianças saudáveis.

De acordo com a avaliação médica, não houve qualquer ligação entre os sintomas apresentados pela paciente e o detergente Ypê.

O episódio chamou atenção após familiares relatarem que os sintomas teriam surgido depois que a menina utilizou detergente para lavar as mãos enquanto possuía um pequeno corte em um dos dedos.

Segundo relato da mãe, Tatiane Gomes, a criança apresentou manchas pelo corpo, dores intensas, perda de força nas pernas e dificuldade para caminhar.

Inicialmente, ela foi atendida na UPA Pajuçara. Posteriormente, devido à evolução do quadro, foi transferida para o Hospital Varela Santiago, em Natal, onde permaneceu internada para investigação médica.

A repercussão nas redes sociais fez com que surgissem questionamentos sobre uma possível relação entre o produto e a doença da criança.

Apesar da conclusão dos exames sobre este caso específico, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém investigações relacionadas a outros lotes de produtos da marca Ypê.

Segundo informações já divulgadas anteriormente pelo órgão regulador, as apurações envolvem questões distintas e não possuem relação direta com o diagnóstico confirmado na menina internada no Rio Grande do Norte.

A investigação sanitária segue os protocolos de monitoramento adotados pela agência para garantir a segurança dos consumidores e verificar eventuais irregularidades em produtos disponibilizados no mercado.

A Secretaria Estadual de Saúde reforçou que os exames descartaram a hipótese inicialmente levantada de que o detergente teria provocado a doença.

Conforme as autoridades sanitárias, o quadro clínico foi compatível com uma infecção viral causada pelo parvovírus humano, sem evidências de intoxicação ou contaminação associada ao produto utilizado pela criança.

Com a alta hospitalar, a paciente segue em recuperação domiciliar sob acompanhamento familiar.

Ouvir texto Pronto