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Desastres ambientais já mataram mais de 3 mil no Brasil

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que os desastres ambientais já deixaram 3.221 mortos no Brasil entre 2013 e 2025. Segundo o estudo, 95,1% dos municípios brasileiros foram atingidos por eventos como seca, excesso de chuvas, enchentes, alagamentos e outros fenômenos extremos.

De acordo com a entidade, mais de 493 milhões de pessoas foram afetadas no período. O levantamento também contabiliza 6,4 milhões de desabrigados e prejuízos estimados em R$ 785,4 bilhões.

Seca e chuvas concentram maior parte dos decretos

Segundo a CNM, seca e excesso de chuvas representam cerca de 70% dos decretos de situação de emergência ou calamidade pública registrados no país. Ao todo, 5.297 municípios tiveram ocorrências relacionadas a desastres ambientais entre 2013 e 2025.

O cenário reforça a pressão sobre governos municipais, estaduais e federal para ampliar políticas de prevenção, resposta rápida e reconstrução de áreas atingidas. No Rio de Janeiro, temporais recentes também colocaram cidades em alerta e reacenderam o debate sobre estrutura de Defesa Civil e apoio financeiro a municípios afetados.

O Expresso Rio mostrou recentemente que a Alerj pode destinar R$ 35 milhões para municípios afetados pelos temporais, incluindo cidades do Norte Fluminense.

A Confederação Nacional de Municípios também criticou o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, conhecido como S2iD. Segundo a entidade, a plataforma é considerada ultrapassada, instável e limitada para a realidade enfrentada pelas cidades brasileiras.

Para a CNM, a modernização dos sistemas de prevenção e monitoramento é essencial para reduzir danos, acelerar respostas emergenciais e fortalecer as defesas civis municipais.

No estado do Rio de Janeiro, episódios recentes de instabilidade climática têm mobilizado órgãos de monitoramento. Em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, a Defesa Civil segue acompanhando períodos de chuva e variações no tempo.

Em outra reportagem, o Expresso Rio também destacou que a Defesa Civil segue monitorando o tempo no município, com equipes em prontidão para possíveis ocorrências.

Além disso, cidades da serra fluminense chegaram a entrar em alerta após tempestades com raios, sirenes acionadas e risco de alagamentos e deslizamentos. Leia também: tempestade de raios deixa cidades da serra do Rio em alerta severo.

Com milhares de mortes, milhões de pessoas afetadas e perdas bilionárias, o levantamento da CNM reforça a necessidade de planejamento permanente. A entidade defende investimentos em tecnologia, capacitação das equipes locais e fortalecimento das estruturas municipais de Defesa Civil.

O avanço dos desastres ambientais também amplia o impacto social e econômico sobre famílias, cidades e serviços públicos, especialmente em regiões mais vulneráveis a enchentes, estiagens prolongadas e eventos climáticos extremos.

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