Pular para o conteúdo
Mundo

Terremoto na Colômbia sentido em Manaus reacende dúvida sobre risco no Brasil

Por 3 min de leitura Expresso Rio
terremoto-na-colombia-sentido-em-manaus-reacende-duvida-sobre-risco-no-brasil
Terremoto na Colômbia sentido em Manaus reacende dúvida sobre risco no Brasil
Seguir no Google News
Ouvir texto Pronto
Expresso Rio
Mulheres observam um prédio danificado após um terremoto na Colômbia. Foto: Divulgação

O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10) e foi sentido em Manaus recolocou em discussão a possibilidade de o Brasil enfrentar tremores de grande intensidade. Embora o país registre abalos sísmicos, sua posição no interior da Placa Sul-Americana reduz a frequência de eventos destrutivos.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) localizou o epicentro em San José del Palmar, a cerca de 400 quilômetros de Bogotá, a 107 quilômetros de profundidade. O tremor alcançou Bogotá, Medellín e Cali, onde autoridades esvaziaram prédios públicos e houve relatos de desabamentos e pessoas sob escombros.

Em Manaus, a quase 2 mil quilômetros do epicentro, moradores perceberam o abalo. A Defesa Civil esvaziou preventivamente o Edifício Palácio do Comércio, no centro da capital amazonense, e concentrou vistorias em Adrianópolis, Aleixo e na região central.

O governo Lula ofereceu apoio à Colômbia e informou que não havia brasileiros entre as vítimas até aquele momento. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou ter recebido a notícia “com preocupação” e disse que o Brasil está “à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário”.

Recebi com preocupação a notícia do forte terremoto que atingiu hoje a Colômbia, com epicentro no departamento de Chocó. Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade ao povo colombiano, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelos tremores. O…

— Lula (@LulaOficial) August 10, 2026

A Venezuela também enfrentou terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 em junho, com mortes, feridos e danos em Caracas e outras áreas. Esses países estão mais próximos das bordas de placas tectônicas, zonas em que a movimentação geológica concentra abalos mais frequentes e intensos.

No Brasil, tremores podem ocorrer por falhas geológicas associadas ao desgaste da Placa Sul-Americana ou como reflexo de sismos com epicentro em países vizinhos. A distância das bordas da placa, porém, torna menos comum a ocorrência de terremotos comparáveis aos registrados no Chile, na Colômbia ou na Venezuela.

O maior terremoto já registrado no país alcançou magnitude 6,6 em 1955, na Serra do Tombador, em Mato Grosso, a cerca de 370 quilômetros de Cuiabá. Não houve mortes porque a área tinha baixa ocupação populacional. Em 2022, um abalo de magnitude 6,5 ocorreu no Acre, próximo à fronteira com o Peru, sem provocar danos em municípios como Tarauacá e Feijó.

O Serviço Geológico do Brasil estima que tremores acima de magnitude 7 possam ocorrer no país em intervalos médios de cerca de 500 anos. A ciência não consegue prever data, horário, local e magnitude de um terremoto; sistemas de alerta detectam as primeiras ondas do abalo depois que ele começa e podem oferecer apenas alguns segundos de aviso.

➡️ Terremoto na Colômbia é sentido Brasil e assusta moradores de Manaus

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) informou que foi acionado para realizar vistorias e inspeções em edificações de Manaus pic.twitter.com/DlJeUHF2Q9

— Metrópoles (@Metropoles) August 10, 2026

Ouvir texto Pronto