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Senadores dos EUA pedem investigação sobre acesso pago a posts de Trump

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Senadores dos EUA pedem investigação sobre acesso pago a posts de Trump
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Donald Trump segura uma cópia impressa de publicação no Truth Social
Donald Trump segura uma cópia impressa de uma publicação no Truth Social. Foto: Reprodução

Os senadores democratas Elizabeth Warren e Adam Schiff pediram que a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) investigue o plano da Trump Media de vender acesso antecipado a publicações de Donald Trump no Truth Social. A iniciativa mira um serviço que pode permitir a instituições financeiras receberem mensagens do presidente antes do público em geral.

Em carta enviada na terça-feira (28) ao presidente da SEC, Paul Atkins, os parlamentares classificaram a proposta como um possível favorecimento a investidores com maior poder financeiro. “Isso parece ser um abuso escandaloso do cargo de presidente para seu benefício pessoal”, afirmaram Warren e Schiff.

A Trump Media anunciou neste mês a criação da Truth API, um feed de dados licenciado e pago. A empresa promete dar a clientes “o acesso mais rápido” às postagens das dez contas mais influentes da plataforma, entre elas a de Trump.

O lançamento está previsto para 1º de agosto. A companhia informou que já conquistou clientes, mas não revelou os nomes, e discutiu cobrar até US$ 100 mil por mês pelo serviço, valor equivalente a cerca de R$ 511,4 mil.

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Os senadores democratas Elizabeth Warren e Adam Schiff. Foto: Divulgação

Warren e Schiff afirmaram que o acesso prioritário pode prejudicar investidores comuns e afetar a integridade dos mercados. A preocupação decorre do impacto que declarações de Trump nas redes sociais já tiveram sobre ações, moedas e outros ativos financeiros.

Corretoras, fundos de hedge e empresas de serviços financeiros disputam velocidade para negociar a partir de notícias capazes de alterar preços. Os senadores argumentam que esse mercado de informação ganha outra dimensão quando as mensagens podem antecipar decisões ou posições de um presidente.

A carta também cita publicações anteriores de Trump no Truth Social sobre empresas como Citigroup, Intel e Palantir. Para os democratas, recomendações desse tipo elevam o risco de operações com informação privilegiada e podem reduzir a confiança de que os mercados funcionam em condições equitativas.

Trump detém cerca de 41% da Trump Media por meio de um fundo fiduciário administrado por seus filhos e pode lucrar com o novo modelo de assinatura. A SEC confirmou o recebimento da carta, mas Atkins e um porta-voz do órgão não comentaram o pedido; a Casa Branca encaminhou as perguntas à Trump Media, que não respondeu imediatamente.

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