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Em aeroporto nos EUA, professor brasileiro de jiu-jítsu é preso pelo ICE

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Em aeroporto nos EUA, professor brasileiro de jiu-jítsu é preso pelo ICE
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O lutador e professor brasileiro de jiu-jítsu Thiago Brito está detido há 11 dias sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), segundo o portal g1. A informação foi divulgada pela academia Tri State Kickboxing and MMA, onde ele leciona há cerca de uma década na cidade de Filadélfia, no estado da Pensilvânia.

Segundo a escola, Thiago foi preso no dia 24 de julho, enquanto embarcava para Orlando, na Flórida, onde participaria de um torneio de jiu-jítsu ao lado de atletas da academia.

A detenção deu início a uma mobilização entre aprendizes, colegas de profissão e familiares, que passaram a arrecadar recursos para custear a defesa jurídica do brasileiro e reunir documentos que possam contribuir com seu processo migratório.

Campanha arrecada recursos para defesa

Diante da situação, amigos e integrantes da academia organizaram uma campanha de financiamento coletivo para ajudar Thiago Brito.

O objetivo é arrecadar recursos destinados ao pagamento de honorários de advogados especializados em imigração, custas judiciais e despesas processuais, além de compensar a perda de renda do professor durante o período em que permanecer afastado das aulas.

A meta estabelecida foi de US$ 35 mil. Segundo a organização da campanha, quase US$ 29 mil já haviam sido arrecadados, o equivalente a aproximadamente 83% do valor pretendido.

Na página da arrecadação, os organizadores destacam a trajetória construída por Thiago nos Estados Unidos ao longo dos últimos anos.

“Por mais de uma década, Thiago construiu sua vida nos Estados Unidos. Ele trabalhou arduamente e impactou positivamente inúmeros alunos através de sua paixão por ensinar jiu-jitsu brasileiro. Seja como treinador, parceiro de treino, mentor ou amigo, você provavelmente já experimentou sua generosidade, paciência e comprometimento em ajudar os outros a se tornarem melhores — dentro e fora dos tatames”, afirma o texto da campanha.

Praticantes de jiu-jítsu escrevem cartas em defesa do professor

Além da mobilização financeira, a comunidade formada por aprendizes e seus familiares passou a produzir cartas de apoio destinadas ao processo de imigração.

Há quatro dias, a academia publicou nas redes sociais imagens de mensagens escritas por crianças que treinam com Thiago Brito, pedindo sua libertação.

Segundo a escola, esses depoimentos, juntamente com manifestações de cidadãos estadunidenses que convivem com o professor, deverão integrar o processo para demonstrar sua conduta e seus vínculos com a comunidade local.

O objetivo é reforçar o pedido para que ele permaneça legalmente no país e evitar uma eventual deportação.

Em uma das publicações, a academia incentivou ex-lutadores que estudaram com Thiago, familiares e amigos a enviarem relatos sobre a convivência com o brasileiro.

“Recebemos inúmeras mensagens de pessoas perguntando: “O que posso fazer para ajudar?” A resposta é simples… Sua voz importa. Se o Professor Thiago fez a diferença na sua vida, na vida do seu filho ou na vida da sua família, agora é a hora de você se fazer ouvir”, orienta o post.

Caso aguarda esclarecimentos das autoridades

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a situação migratória de Thiago Brito nem sobre as razões que motivaram sua detenção.

O g1 informou ter procurado o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos para obter esclarecimentos sobre o caso. Entretanto, até a publicação da reportagem, o órgão não havia respondido aos questionamentos.

Enquanto aguarda os próximos desdobramentos do processo, Thiago Brito segue recebendo apoio da comunidade esportiva da Filadélfia, onde construiu sua carreira como professor de jiu-jítsu e se tornou uma referência para dezenas de aprendizes ao longo dos últimos dez anos.

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