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Petróleo sobe mais de 3% após ataques dos EUA ao Irã

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Petróleo sobe mais de 3% após ataques dos EUA ao Irã
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Barris de petróleo empilhados
Barris de petróleo empilhados. Foto: Reprodução

Os preços do petróleo subiram no domingo (12) após um fim de semana de ataques envolvendo Estados Unidos e Irã, movimento que ampliou a atenção sobre o Estreito de Ormuz e seus efeitos sobre combustíveis.

O petróleo Brent, referência internacional, avançou 3,92%, para US$ 78,99 o barril. O WTI, referência dos Estados Unidos, subiu 3,44%, para US$ 73,87 o barril.

A alta, porém, ainda é “bastante moderada”, afirmou Bob McNally, fundador e presidente da Rapidan Energy Group. Ele avaliou que o mercado reagiu aos riscos geopolíticos, mas sem repetir os picos recentes da commodity.

O Brent vinha em trajetória de queda desde que atingiu US$ 115 o barril, em abril. A cotação atual permanece distante daquele patamar, apesar da nova pressão provocada pela incerteza no Oriente Médio.

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Embarcações ancoradas no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã. Foto: Stringer/Reuters

Ormuz concentra temor sobre rotas de navegação

McNally disse que os preços caíram após declarações do presidente Donald Trump de que deseja manter o Estreito de Ormuz aberto para evitar “uma verdadeira catástrofe econômica e financeira”.

O Irã alertou embarcações para que não usem rotas alternativas, como a navegação ao longo da costa de Omã. A chamada “rota sul” de Omã permanece aberta, de acordo com um órgão naval.

A alta do petróleo pode pressionar a gasolina nos Estados Unidos. O preço médio do galão está em cerca de US$ 3,87, conforme dados da Associação Automobilística Americana, valor 30% maior que o registrado no início da guerra, no fim de fevereiro.

A gasolina chegou a uma média de US$ 4,56 no Memorial Day, fim de semana de grande movimento nas estradas dos EUA. McNally atribuiu a queda desde o feriado ao fato de o petróleo bruto ter “praticamente perdido a maior parte da valorização decorrente da guerra”, em parte pelas declarações e pela postura de equilíbrio de Trump sobre o tema.

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