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Polícia

Márcio Poncio deixa Bangu 8 e vai para prisão domiciliar

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Márcio Poncio deixa Bangu 8 e vai para prisão domiciliar
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O pastor Márcio Poncio deixou, no fim da tarde deste domingo (12), o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que converteu sua prisão preventiva em domiciliar.

Preso no último dia 2 durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, Poncio é investigado por suspeita de ligação com a chamada “Máfia do Cigarro”. A investigação também apura um esquema de pagamentos do jogo do bicho a agentes públicos e possíveis ramificações junto a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.

Na decisão, Moraes justificou a substituição da prisão pelo estado de saúde do investigado. Segundo o ministro, Márcio Poncio sofre de retocolite ulcerativa grave, passou por cirurgia para retirada do intestino grosso e do reto e necessita de tratamento contínuo. A gravidez de alto risco da esposa também foi considerada.

Medidas cautelares

Além da prisão domiciliar, o pastor deverá usar tornozeleira eletrônica e cumprir medidas cautelares. Ele está proibido de manter contato, por qualquer meio, com os demais investigados, não poderá utilizar redes sociais e deverá entregar seus passaportes. A decisão também determina a suspensão de eventuais registros de porte de arma de fogo em seu nome.

Pastor da Igreja da Nuvem e empresário, Márcio Poncio é pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio, ex-integrante da dupla UM44K.

Segundo a Polícia Federal, a sexta fase da Operação Unha e Carne busca aprofundar a investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro comandado pela nova cúpula do jogo do bicho, além de apurar possíveis repasses de recursos ilícitos a agentes políticos fluminenses.

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