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Lula cobra mais exportações brasileiras à Rússia

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Lula cobra mais exportações brasileiras à Rússia
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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em recepção no Palácio Itamaraty. Foto: Reprodução

O presidente Lula pediu o aumento das exportações brasileiras para a Rússia durante telefonema com o presidente russo, Vladimir Putin, nesta terça (4). A conversa, que durou cerca de uma hora, abordou comércio bilateral e a situação geopolítica internacional.

Lula citou a necessidade de tornar mais equilibrado o intercâmbio comercial entre os dois países. Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) afirmou que o presidente cobrou o fornecimento de diesel e fertilizantes e defendeu a ampliação das vendas brasileiras ao mercado russo.

Os dois chefes de Estado reafirmaram o caráter estratégico da relação entre Brasil e Rússia. Também manifestaram intenção de ampliar a cooperação em energia, ciência, tecnologia e área naval.

O telefonema ocorreu após o governo de Donald Trump impor novas sanções a produtos brasileiros. Antes da ligação, o ex-chanceler Celso Amorim se reuniu no Palácio do Planalto com Nikolay Patrushev, assessor de Putin.

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Os presidentes do Brasil, Lula, e da Rússia, Vladimir Putin. Foto: Reprodução

Lula e Putin discutem conflitos, Brics e eleição na ONU

Na conversa, Lula detonou a incapacidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas de encaminhar soluções para os conflitos em curso. Ele defendeu o diálogo entre as grandes potências em busca da paz e lamentou as mortes de civis.

O presidente brasileiro também tratou dos aspectos humanitários das guerras. A nota do governo relata que Lula ressaltou a perda de vidas humanas, inclusive entre a população civil, ao falar da necessidade de negociações internacionais.

Lula e Putin declararam que continuarão a atuar conjuntamente em fóruns internacionais, especialmente no Brics. Os dois concordaram, ainda, com a defesa do multilateralismo e de uma ordem mundial multipolar.

O presidente brasileiro também mencionou a disputa pelo cargo de secretário-geral das Nações Unidas e reiterou o apoio do Brasil à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet.

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