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Incêndios e rios em baixa: a 4ª onda de calor desde maio na Europa

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Incêndios e rios em baixa: a 4ª onda de calor desde maio na Europa
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Pessoas se refrescando na Europa. Foto: reprodução

A Europa enfrenta a quarta onda de calor desde maio, com temperaturas que podem superar 40°C, incêndios florestais e redução no nível de rios que afetam energia, transporte e agricultura. Espanha, Portugal e França concentram os extremos no início da semana, enquanto a massa de ar quente deve avançar para o centro e o leste do continente.

O sul da Espanha pode alcançar 42°C ou mais. Portugal colocou áreas do centro, norte e sul sob risco elevado de incêndios, e regiões do oeste da França podem chegar a 40°C antes de o calor se deslocar. No sudeste da Inglaterra, as previsões apontam máximas próximas de 35°C, valor incomum para o país.

Uma área persistente de alta pressão dificulta a chegada de frentes frias, reduz a formação de nuvens e mantém o céu aberto por vários dias. Ventos também levam ar quente do Norte da África para o continente, enquanto a falta de chuva seca o solo e aumenta o aquecimento da superfície.

O secretário-executivo da ONU para Mudança Climática, Simon Stiell, associou a sequência de eventos à crise climática. “A onda de calor brutal na Europa carrega as marcas da crise climática por toda parte – é o preço mais recente a pagar pela poluição dos combustíveis fósseis que assola nosso planeta”, afirmou.

Homem diante de caminhão dos bombeiros em área atingida por incêndio em Loumpa, na Grécia
Homem diante de caminhão dos bombeiros em Loumpa, região da Ática Ocidental, na Grécia. Foto: Reprodução

Vegetação seca amplia incêndios e ameaça regiões europeias

O calor não inicia sozinho todos os incêndios, que também podem surgir de acidentes, ação humana ou falhas em redes elétricas. Mas temperaturas altas e pouca chuva retiram a umidade de folhas, galhos e pastagens, transformando a vegetação em combustível para a rápida propagação das chamas.

França, Espanha e Portugal registram áreas sob risco elevado ou máximo de fogo. Na Escócia, centenas de bombeiros, funcionários e voluntários atuaram em um incêndio próximo ao Parque Nacional de Cairngorms. Na Grécia, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis alertou que o país teria “dias difíceis pela frente” por causa do calor, do vento e da vegetação seca.

As temperaturas prolongadas também agravam riscos à saúde, sobretudo para idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores ao ar livre e moradores de residências pouco ventiladas. O diretor regional da Organização Mundial da Saúde para a Europa, Hans Kluge, defendeu que governos preparem os sistemas de saúde antes dos períodos mais críticos de calor.

Rios e reservatórios com menor vazão reduzem a geração hidrelétrica e podem limitar a operação de usinas que dependem de água para resfriamento. O Danúbio já enfrenta impactos na navegação, no turismo e na produção de energia na Hungria e na Romênia, enquanto os níveis mais baixos do Reno afetam o transporte de cargas entre Suíça, Alemanha e Holanda.

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