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China coloca em operação plataforma de computação orbital com processamento de dados no espaço

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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A China iniciou a oferta regular de serviços experimentais de computação em órbita por meio de uma plataforma liderada pela Universidade de Correios e Telecomunicações de Pequim (BUPT). O sistema permite que parte do processamento e do armazenamento de dados seja realizada diretamente em satélites, reduzindo a dependência do envio de grandes volumes de informações para centros de processamento instalados em terra.

De acordo com informações divulgadas pela universidade, a chamada “nuvem de computação espacial” integra satélites, servidores instalados no espaço, estações terrestres e centros de dados. O sistema foi desenvolvido para automatizar etapas que vão desde a solicitação e implantação de uma tarefa até sua execução, monitoramento e posterior envio dos resultados aos usuários. A plataforma funciona sobre a constelação Tiansuan, iniciada em 2021 e que, segundo a BUPT, já conta com 16 satélites de baixa órbita e sete estações terrestres.

Desde o início dos testes e serviços em órbita, a estrutura teria realizado centenas de chamadas de computação e atendido mais de 100 usuários. Entre as aplicações informadas estão processamento de grandes volumes de dados, experimentos relacionados às comunicações de sexta geração (6G) e armazenamento distribuído de informações. Os números foram divulgados pelos responsáveis pelo projeto e refletem os resultados apresentados pela instituição até o momento.

Outro dado apresentado pela universidade é o desempenho de equipamentos e softwares desenvolvidos dentro do ecossistema tecnológico chinês. Segundo a BUPT, testes de inferência com grandes modelos de inteligência artificial alcançaram eficiência energética de 10 tokens por joule (Tokens/J). A instituição afirma ainda que a cobertura dos serviços de computação orbital já ultrapassou 10%, com previsão de expansão gradual da infraestrutura.

A proposta da computação espacial é permitir que informações coletadas pelos próprios satélites sejam analisadas antes de serem transmitidas para a Terra. Em sistemas tradicionais, imagens e outros dados precisam ser enviados a estações terrestres para processamento. Com capacidade computacional em órbita, parte desse material pode ser filtrada, analisada ou transformada em resultados diretamente no espaço, o que tende a diminuir o volume transmitido e reduzir o tempo necessário para determinadas respostas. A tecnologia é estudada para aplicações como observação da Terra, comunicações, serviços de emergência, inteligência artificial e futuras redes de satélites.

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