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Nova Dinâmica na Corrida pelo Governo de São Paulo

Por Atualizado em 3 Jul 2026, 21h59 2 min de leitura Expresso Rio
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A corrida eleitoral pelo governo de São Paulo sofreu uma mudança significativa com a decisão do ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), de abandonar a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes nas eleições de 2026. Em vez disso, Serra optou por concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, onde pretende representar não apenas sua cidade, mas também a região do Grande ABC e o estado de São Paulo como um todo.

Essa decisão surge após um período de reflexão e avaliação do cenário político atual. Serra acredita que sua experiência na administração pública pode ser mais amplamente aproveitada no âmbito federal, contribuindo para o país de forma mais significativa. Essa mudança de planos ocorre apenas um dia após o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) também desistir de sua pré-candidatura ao governo estadual, buscando a reeleição para a Câmara dos Deputados.

A saída de Serra e Kataguiri do cenário eleitoral estadual reduz o número de candidatos e altera o panorama político. Com essa nova configuração, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) se consolidam como os principais nomes na disputa. Uma pesquisa recente mostrou Tarcísio liderando com 38% das intenções de voto, seguido por Haddad com 26%. Serra e Kataguiri, antes de desistirem, estavam empatados na terceira colocação, cada um com 5%.

A retirada desses dois candidatos tende a reduzir as alternativas para os eleitores e fortalecer a concentração de votos nos dois principais grupos políticos do estado. O PSDB, partido de Paulo Serra, ainda não definiu seu apoio para a eleição, mantendo aberta uma importante articulação política. Tanto o grupo de Tarcísio quanto o de Haddad continuam a buscar apoios partidários, visando fortalecer suas campanhas.

Com a consolidação dessas alianças, analistas políticos avaliam que a eleição paulista de 2026 pode registrar um dos menores níveis de fragmentação partidária desde a década de 1990, reforçando a expectativa de um confronto direto entre os projetos liderados por Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad.

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