Pular para o conteúdo
Política

Em chapas e causa incômodo nos estados, michelle amplia poder no PL, interfere

Por 3 min de leitura Expresso Rio
em-chapas-e-causa-incomodo-nos-estados,-michelle-amplia-poder-no-pl,-interfere
Em chapas e causa incômodo nos estados, michelle amplia poder no PL, interfere
Seguir no Google News
Ouvir texto Pronto
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama. Foto: Reprodução

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ampliou sua influência sobre decisões eleitorais do PL após a crise com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. Dirigentes da sigla avaliam que ela saiu fortalecida do conflito e passou a atuar como árbitra de disputas internas, com respaldo do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e proximidade com Jair Bolsonaro. Com informações de .

Michelle deve confirmar neste domingo sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, durante a convenção do PL-DF, em Brasília. O evento também deve marcar o primeiro encontro público dela com Flávio desde a divulgação de um vídeo em que ela criticava o enteado, episódio que levou o senador a pedir desculpas.

No Distrito Federal, a ex-primeira-dama trabalhou para manter o apoio do PL à governadora Celina Leão (PP), mesmo após a federação União Progressista optar pela neutralidade na disputa presidencial. Ela conversou com a governadora e articulou o acordo com a direção nacional do partido.

A movimentação isolou o senador Izalci Lucas (PL-DF), que abandonou a pretensão de concorrer ao governo local e também deixou de considerar uma candidatura ao Senado diante da possibilidade de Michelle ocupar uma das vagas da chapa.

Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro
Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro. Foto: Reprodução

Intervenções de Michelle atingem disputas em vários estados

Em Minas Gerais, uma curtida de Michelle em uma publicação do senador Cleitinho (Republicanos-MG), que anunciava a manutenção de sua candidatura, provocou atenção no PL. O partido tentava consolidar o ex-secretário Marcelo Aro (PP) como nome para liderar o palanque mineiro. Auxiliares da ex-primeira-dama afirmaram que a interação expressava solidariedade a Cleitinho pela morte do irmão, sem intenção eleitoral.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse que Michelle possivelmente nem acompanhava a disputa mineira ao curtir a publicação. “Ela gosta muito do Cleitinho. Talvez nem tivesse visto a nota do Republicanos”, afirmou. Para dirigentes, porém, a repercussão expôs a força política que Michelle acumulou para interferir em negociações estaduais.

Em São Paulo, Michelle atuou contra a candidatura da vereadora Aninha Ferreira (PL), de São Vicente, à Câmara dos Deputados. Ela avaliava que a entrada de Aninha dividiria votos com a deputada Rosana Valle (PL), sua aliada. Dana Costa, mulher de Valdemar, questionou o veto ao presidente do partido: “Uma ordem da princesa derruba todo mundo?”. Valdemar respondeu: “Lógico. A princesa é que tem voto”.

No Mato Grosso do Sul, a ex-primeira-dama defendeu durante meses que o deputado Marcos Pollon (PL-MS) disputasse o Senado e divulgou uma carta de Jair Bolsonaro em apoio ao parlamentar. A direção local, porém, manteve a articulação em torno do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e do ex-deputado Capitão Contar (PL); Pollon desistiu da disputa majoritária e buscará a reeleição para a Câmara.

Michelle também apoiou a manutenção da candidatura de Maria do Carmo (PL) ao governo do Amazonas, contrariando dirigentes que queriam rever a estratégia. No Ceará, a divergência entre ela e Flávio começou pela aliança defendida pelo senador com Ciro Gomes (PSDB), enquanto Michelle sustentava a ex-deputada Priscila Costa (PL). Priscila passou a integrar a lista de nomes defendidos pela ex-primeira-dama para a vaga de vice na chapa presidencial.

Ouvir texto Pronto