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Economia

Lula coloca soberania no centro de programa e critica “servilismo” a ideologias fracassadas

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Lula coloca soberania no centro de programa e critica “servilismo” a ideologias fracassadas
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Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução

O programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, menciona a palavra “soberania” 31 vezes e critica o que chama de “servilismo” diante de alinhamentos automáticos e ideologias fracassadas. Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) apresentaram o documento ao Tribunal Superior Eleitoral na sexta-feira (07), junto com o registro da chapa.

O texto liga a defesa da soberania à crise diplomática com os Estados Unidos de Donald Trump e ao tarifaço imposto a produtos brasileiros. “Faremos firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros ou de reduzir nosso país a uma posição de dependência geopolítica”, afirma a plataforma.

Sem citar Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial, o programa rejeita “a renúncia à soberania nacional em nome de alinhamentos automáticos e ideologias fracassadas”. O documento também sustenta que o Plano Brasil Soberano ajudou empresas atingidas pelas tarifas, com preservação de emprego e renda.

Na área econômica, a chapa promete manter o arcabouço fiscal, conter o crescimento das despesas e buscar resultado nas contas públicas por meio do crescimento, da justiça tributária e do combate a privilégios. O plano ainda propõe enfrentar o sistema de emendas parlamentares, que somou R$ 50 bilhões no Orçamento de 2026, cerca de um quinto dos recursos discricionários do Executivo.

Presidente Lula em evento em Salvador
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento em Salvador. Foto: Reprodução

Defesa e segurança entram entre os 13 eixos do programa

O documento defende investimentos em defesa nacional e afirma que política externa e capacidade militar fazem parte da mesma estratégia de proteção dos interesses brasileiros. A proposta prevê Forças Armadas equipadas e uma indústria de defesa capaz de proteger o território e os recursos naturais diante de ameaças externas.

Na segurança pública, Lula volta a propor a criação de um Ministério da Segurança Pública, separado do Ministério da Justiça e responsável por articular ações com estados e municípios. A ideia já constava do programa eleitoral de 2022, mas não avançou durante o atual mandato.

A plataforma também defende câmeras corporais para policiais, controle de armas e munições, urbanização de favelas, recuperação de bens públicos e obras de saneamento. Lula promete instituir um Pacto Nacional de Execução Penal para o Enfrentamento ao Crime Organizado, sem detalhar como funcionaria a iniciativa.

O programa cita o Plano de Integridade e Combate à Corrupção da Controladoria-Geral da União e afirma que ações contra o crime organizado causaram R$ 35,8 bilhões de prejuízos a essas organizações desde 2023. O texto não menciona o caso Banco Master nem os desvios em aposentadorias do INSS.

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