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Política

Ibaneis Rocha Desiste de Disputar Vaga no Senado após Crise Política

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, anunciou que desistiu de disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano. A decisão ocorre após meses de desgaste político provocado pelas investigações envolvendo a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) e pelo enfraquecimento de sua base de apoio no Distrito Federal.

Em mensagens enviadas à imprensa, Ibaneis afirmou que pretende deixar a vida eleitoral e não pretende disputar qualquer outro cargo. Ele também disse que não precisa de mandato para ser feliz e que vai cuidar da sua vida.

O ex-governador deixou o Governo do Distrito Federal em março deste ano para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral e viabilizar sua candidatura ao Senado. No entanto, a relação entre Ibaneis e a atual governadora Celina Leão se deteriorou após críticas feitas pela governadora à administração anterior.

O caso Banco Master aumentou o desgaste político enfrentado por Ibaneis. A tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB foi apresentada como uma oportunidade de negócios, mas passou a ser alvo de investigações e acabou barrada pelo Banco Central. Durante as apurações, mensagens obtidas pela Polícia Federal mostraram que o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, informou ao banqueiro Daniel Vorcaro que Ibaneis já previa críticas à operação e buscava argumentos para defendê-la publicamente.

Ibaneis também enfrentou um rompimento político com aliados históricos nos últimos meses. Em maio, ele divulgou um vídeo nas redes sociais anunciando o afastamento político do grupo liderado por Celina Leão. Com a perda de espaço na composição da chapa governista, a candidatura de Ibaneis ficou praticamente inviável.

A trajetória política de Ibaneis começou em 2018, quando ele foi eleito governador do Distrito Federal. Ele conquistou a reeleição em primeiro turno em 2022, mas foi afastado do cargo por decisão do ministro Alexandre de Moraes no contexto das investigações sobre os atos de 8 de janeiro. Meses depois, o STF autorizou seu retorno ao governo, onde permaneceu até deixar o cargo neste ano para tentar disputar o Senado.

Fonte: Política

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