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Política

Flávio Bolsonaro perde fôlego na direita não bolsonarista após caso ‘Dark Horse’, diz Quaest

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Flávio Bolsonaro perde fôlego na direita não bolsonarista após caso ‘Dark Horse’, diz Quaest
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Flávio Bolsonaro durante transmissão ao vivo
Flávio Bolsonaro durante transmissão ao vivo em 13 de julho de 2026. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL) perdeu apoio entre eleitores que se declaram de direita, mas não são bolsonaristas, mostra pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O movimento atinge um dos segmentos decisivos para a tentativa do senador de se apresentar como alternativa presidencial no campo conservador.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirmou que Flávio tinha 45% nesse grupo em dezembro, quando anunciou que seria candidato com apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O índice chegou a 74% em maio e caiu para 54% na rodada atual.

Nunes associou a queda ao caso envolvendo o filme “Dark Horse”. “Depois do caso ‘Dark Horse’, as coisas mudaram significativamente. Mas, mudaram onde? Entre os bolsonaristas, não. Os bolsonaristas continuam calcificados e dando muito apoio a ele. Quem está abandonando o Flávio? A direita não bolsonarista”, disse. Entre bolsonaristas, as intenções de voto no senador permanecem acima de 90% desde fevereiro.

“Dark Horse” é o filme sobre Jair Bolsonaro que, segundo Flávio, recebeu dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso acusado de fraudes bilionárias e de comandar um esquema que envolvia monitoramento e ameaças a adversários. Em maio, vieram à tona mensagens e um áudio em que o senador cobrava dinheiro de Vorcaro para financiar a produção.

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Pôster do filme “Dark Horse”. Foto: Divulgação

Apesar da perda de apoio entre eleitores de direita não bolsonaristas, os demais nomes que tentam ocupar o mesmo espaço seguem distantes. Nesse grupo, Romeu Zema (Novo) marca 6%, Ronaldo Caiado (PSD) tem 5% e Renan Santos (Missão) aparece com 4%.

No eleitorado total, Lula (PT) lidera com 40%, contra 28% de Flávio Bolsonaro. Na sequência aparecem Caiado, com 4%, Renan Santos, com 3%, e Zema, com 2%. Os indecisos subiram de 5% em maio para 11% agora, enquanto brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 8%.

Felipe Nunes atribui a polarização entre Lula e Flávio ao baixo conhecimento dos demais pré-candidatos. A pesquisa indica que 44% dos entrevistados não conhecem Caiado, 50% desconhecem Zema e 77% não sabem quem é Renan Santos.

A rodada também captou a reação ao vídeo em que Michelle Bolsonaro expôs desavenças com Flávio e disse ter sido maltratada e humilhada. Entre os entrevistados, 51% afirmaram que não sabiam do vídeo e 49% disseram ter conhecimento; 42% concordam mais com a ex-primeira-dama do que com o senador, 18% concordam mais com Flávio, 45% avaliam que Michelle acertou ao divulgar críticas e 38% consideram que ela errou.

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