Pular para o conteúdo
Política

Flávio Bolsonaro perde apoio na direita não bolsonarista, mas mantém ofensiva contra STF

Por 3 min de leitura Expresso Rio
flavio-bolsonaro-perde-apoio-na-direita-nao-bolsonarista,-mas-mantem-ofensiva-contra-stf
Flávio Bolsonaro perde apoio na direita não bolsonarista, mas mantém ofensiva contra STF
Seguir no Google News
Ouvir texto Pronto
Flávio Bolsonaro em evento em Fortaleza
Flávio Bolsonaro em evento em Fortaleza. Foto: Reprodução

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, demonstrou preocupação com a queda de apoio entre eleitores da direita que não se identificam com o bolsonarismo, mas decidiu manter a ofensiva contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Com informações do Globo.

Interlocutores do senador avaliam que a principal linha de atuação não deve mudar, mesmo após pesquisas apontarem recuo entre esse grupo e também entre eleitores independentes. A estratégia inclui críticas ao ministro Alexandre de Moraes e ao Supremo.

Flávio passou a adotar tom mais duro depois que Moraes determinou a proibição de visitas do senador ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão levou o pré-candidato a se afastar da imagem de conciliador que tentava construir nos primeiros meses de pré-campanha.

Aliados defendem que a postura combativa ajuda a sustentar o discurso de que o bolsonarismo sofre perseguição do Poder Judiciário. Eles também afirmam que a campanha não vê sentido em deixar de contestar medidas do STF que restringem a atuação política de Flávio.

A rodada Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) apontou queda expressiva no apoio a Flávio entre eleitores da direita não bolsonarista. Em maio, 74% dos identificados com esse campo político apoiavam o filho “zero um”; agora, o índice caiu para 54%.

Expresso Rio
Alexandre de Moraes. Foto: Reprodução

A campanha tenta combinar ataques concentrados em Moraes com gestos de diálogo institucional quando julga necessário. Em maio, por exemplo, Flávio se reuniu com o presidente do STF, Edson Fachin, em uma tentativa de manter canais abertos com a Corte.

O entorno do senador também busca alianças com partidos de centro-direita para apresentar a candidatura como algo além do bolsonarismo. Mesmo com o Republicanos sinalizando neutralidade, aliados ainda tentam atrair a sigla para a composição eleitoral.

Flávio aposta em propostas voltadas a mulheres e em medidas contra o endividamento para alcançar eleitores sem vínculo ideológico com o bolsonarismo. “Flavio é bolsonarista, de direita, mas é um bom articulador no Senado e de diálogo. Não fugirá do seu perfil. Sabe ouvir, mas sabe defender suas posições. Aceita sugestões e pergunta interagindo”, disse o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), que disputará a reeleição e dará palanque ao senador no Rio.

Aliados também miram uma aproximação com a cúpula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido por Kassio Nunes Marques e com André Mendonça como vice, ambos indicados por Jair Bolsonaro. A avaliação é que esse canal poderia funcionar como contraponto institucional ao STF.

Entre eleitores independentes, a pesquisa mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente na simulação de primeiro turno, com 30% das intenções de voto, contra 15% de Flávio. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, e o próprio senador compartilhou nas redes sociais uma postagem criticando o levantamento.

Ouvir texto Pronto