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Fifa acusa críticos de campanha para minar Infantino após crise sobre investidores

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Fifa acusa críticos de campanha para minar Infantino após crise sobre investidores
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O presidente da FIFA, Gianni Infantino. Foto: Divulgação/FIFA via Reuters

A Fifa acusou neste sábado (8) adversários de conduzirem um “esforço orquestrado e contínuo” para minar a entidade e seu presidente, Gianni Infantino. O comunicado saiu em meio à crise provocada pelo projeto, abandonado pela organização, de abrir espaço para investidores privados. Com informações de UOL.

Infantino, que busca a reeleição em março de 2027, enfrenta críticas de dirigentes europeus e da Federação Norueguesa de Futebol. Até agora, ele é o único candidato declarado e precisa conquistar a maioria dos votos das 211 associações filiadas à Fifa para obter mais quatro anos no cargo que ocupa desde 2016.

A manifestação da Fifa também respondeu, sem citar diretamente, à reportagem do jornal britânico The Telegraph que atribuiu ao dirigente ítalo-suíço uma interferência para favorecer a promoção de uma funcionária da Uefa com quem teria mantido relacionamento íntimo. Infantino negou categoricamente a informação.

O jornal afirmou que a funcionária recebeu uma indenização de seis dígitos ao deixar a Uefa, em ano não informado, e teve despesas de cerca de 50 mil euros com um curso de MBA pagas pela entidade. A confederação europeia confirmou à AFP que houve pagamento e quitação das despesas do programa de negócios.

Gianni Infantino ao lado da taça da Copa do Mundo de 2026
Gianni Infantino ao lado da taça da Copa do Mundo de 2026. Foto: Reprodução

Fifa cita apoio de Conmebol e CAF diante de pressão da Uefa

“Informações recentes incluíram alegações infundadas e afirmações claramente falsas sobre a Fifa e seu presidente”, declarou a entidade. “Especulações e insinuações não devem ser apresentadas como fatos, e a repetição não transforma uma acusação em verdade”, acrescentou.

A Fifa lembrou o respaldo público recebido da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e da Confederação Africana de Futebol (CAF). No comunicado, sustentou que não aceitará processos eleitorais incompatíveis com seus estatutos e criticou quem tenta obter por “acusações, insinuações ou desinformação” o apoio que não alcançaria nos mecanismos internos da instituição.

A direção da Fifa se reuniu no Marrocos quatro dias antes e declarou “apoio total” a Infantino. A entidade admitiu erros na condução da proposta de entrada de capital privado e afirmou que não pretendia excluir o Conselho ou as associações nacionais de uma discussão que deveria ter seguido outro procedimento.

A retratação não reduziu a pressão da Uefa, que reiterou na quinta-feira a ameaça de boicotar torneios da Fifa, incluindo as Copas do Mundo, por alegar perda de confiança em Infantino. Na sexta-feira, a presidente da Federação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness, pediu a renúncia do dirigente, enquanto o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, defendeu em Cali que o trabalho do mandatário “não se pode ignorar”.

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