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“Deveriam orar e meditar”, diz presidente da Fifa a críticos por polêmicas na Copa

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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“Deveriam orar e meditar”, diz presidente da Fifa a críticos por polêmicas na Copa
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Gianni Infantino em evento da Copa do Mundo no Rockefeller Center
Gianni Infantino em evento da Copa do Mundo no Rockefeller Center, em Nova York. Foto: Reprodução

Gianni Infantino, presidente da Fifa, reagiu às críticas à organização da Copa do Mundo e acusou opositores de “espalharem ódio e boatos falsos”. Em publicação dividida em 15 partes no Instagram, ele sugeriu que críticos deveriam “meditar, orar ou assistir a uma partida de futebol” em vez de direcionar energia contra a entidade.

O dirigente publicou o texto primeiro em seu perfil pessoal, que reúne 5,7 milhões de seguidores. Depois, a conta oficial da Fifa, acompanhada por mais de oito milhões de pessoas, compartilhou a mensagem, que também chegou à imprensa pela equipe de comunicação da entidade.

Infantino afirmou que a Copa “celebrou a humanidade em seu melhor” e citou a audiência global do torneio. “A todos vocês que sentiram falta de ver crianças, bebês, avós e pais se reunirem para o belo jogo, peço desculpas pelo fim das partidas e por terem perdido toda essa alegria e união. Peço desculpas por terem sido consumidos pelo ódio e pelas críticas a ponto de perderem tudo isso”, escreveu.

O presidente da Fifa não concedeu entrevista coletiva durante nem após a Copa. No texto, ele minimizou controvérsias da competição e disse que a entidade trabalhou “na linha de frente” para entregar “o melhor espetáculo do mundo”.

Vistos, punição revista e segurança entraram na resposta

As críticas à organização incluíram restrições de entrada impostas pelo governo dos Estados Unidos a cidadãos de países que disputaram o Mundial. Torcedores de Irã, Haiti, Senegal e Costa do Marfim foram afetados por medidas adotadas pela administração de Donald Trump.

Durante a fase de grupos, o capitão senegalês Kalidou Koulibaly questionou por que torcedores africanos não poderiam acompanhar suas seleções. O árbitro somali Omar Artan também não conseguiu entrar nos Estados Unidos na véspera do torneio, enquanto a seleção iraniana relatou dificuldades com vistos e deslocamento de integrantes da delegação.

Outra controvérsia envolveu Folarin Balogun, expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina. A punição automática caiu antes do jogo contra a Bélgica após Trump afirmar que telefonou para Infantino e pediu a revisão do caso; o comitê disciplinar da Fifa liberou o atacante sem detalhar a decisão, e a Federação Norueguesa anunciou que pretende apresentar queixa formal sobre a participação do presidente americano no episódio.

A Fifa também enfrenta investigações dos procuradores-gerais de Nova York, Nova Jersey, Texas e Califórnia sobre preços de ingressos da Copa. Infantino ainda disse que o torneio teve “100% de segurança” e “apenas alegria e felicidade”, sem mencionar no novo texto as quatro pessoas que morreram por asfixia em comemorações na Cidade do México; ao encerrar a publicação, escreveu: “Meditem, orem, assistam a uma partida de futebol, leiam um livro ou façam qualquer outra coisa positiva, em vez de gastar toda essa energia odiando a Fifa”.

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