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Saúde

Datafolha: maioria rejeita morte assistida, e interrupção de tratamento divide brasileiros

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Datafolha: maioria rejeita morte assistida, e interrupção de tratamento divide brasileiros
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Médico prepara seringa com medicamento em hospital
Médico prepara uma seringa com medicamento usado em procedimento de eutanásia em hospital da Bélgica. Foto: Reprodução

A maioria dos brasileiros se posiciona contra a morte assistida, mas o país se divide de forma igual sobre a interrupção de tratamentos que apenas prolongam artificialmente a vida de pacientes sem chance de cura. Pesquisa Datafolha ouviu 2.050 pessoas em 137 municípios nos dias 3 e 4 de agosto e fez o primeiro levantamento nacional sobre o tema. Com informações de Folha de S.Paulo.

Na pergunta sobre eutanásia, 56% dos entrevistados disseram ser contrários ao procedimento, que ocorre quando um profissional aplica a substância letal a pedido do paciente. Outros 39% se declararam favoráveis, enquanto 2% não se posicionaram e 3% não souberam responder.

A rejeição sobe para 60% quando a questão trata de suicídio assistido, modalidade em que a própria pessoa toma a medicação. O apoio alcançou 35%; 2% não se posicionaram e 3% não souberam responder.

O levantamento apontou empate de 48% a 48% sobre a possibilidade de médicos interromperem, a pedido do paciente ou da família, tratamentos que prolongam a vida artificialmente sem perspectiva de cura. Os demais 5% não souberam responder, em resultado afetado por arredondamento.

Expresso Rio
Pesquisa Datafolha mostra que 56% dos brasileiros são contra a eutanásia e 60% rejeitam o suicídio assistido; interrupção de tratamentos sem chance de cura divide opiniões.

Idade e religião influenciam respostas sobre morte assistida

Em uma formulação mais ampla, 51% discordaram que cada pessoa deveria decidir o momento e a forma da própria morte, mesmo que isso antecipasse o fim da vida. A concordância atingiu 46%, diferença que fica dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Quando questionados se consideram moralmente aceitável um médico ajudar um paciente terminal a morrer a pedido dele, 51% classificaram a conduta como errada e 42% a consideraram aceitável. Outros 4% responderam que a decisão depende da situação, e 3% não souberam opinar.

A aceitação moral varia conforme a religião declarada: ela chega a 57% entre pessoas sem religião e cai para 34% entre evangélicos. Entre católicos, o índice é de 41%, enquanto praticantes de outras religiões registram 46%.

A idade foi o fator que mais diferenciou as respostas. Entre entrevistados de 16 a 24 anos, 63% consideram moralmente aceitável a ajuda médica para um paciente terminal encerrar a própria vida; entre pessoas com 60 anos ou mais, o percentual cai para 29%.

O Brasil não autoriza eutanásia nem suicídio assistido. A eutanásia pode ser enquadrada como homicídio pelo artigo 121 do Código Penal, e o auxílio ao suicídio pelo artigo 122; na América Latina, Colômbia, Equador e Uruguai já permitem alguma forma de morte assistida.

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