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Política

Crise e desconfiança: os bastidores da trégua entre Flávio e Michelle Bolsonaro

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Crise e desconfiança: os bastidores da trégua entre Flávio e Michelle Bolsonaro
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Michelle Bolsonaro em vídeo exibido na convenção do PL
Michelle Bolsonaro em vídeo exibido na convenção do PL que oficializou Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

A trégua pública entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro expôs um clima de desconfiança na campanha do parlamentar, com relatos de teorias da conspiração nos bastidores e leituras opostas sobre a reaproximação dos dois.

Aliados de Flávio e de Michelle relataram ao blog g1 que a aparente pacificação ocorreu após uma briga pública entre o senador e a madrasta. No entorno da ex-primeira-dama, a avaliação é que ela fez um cálculo para reduzir a tensão familiar, mas sem aderir a um projeto de chapa com o enteado.

Pessoas próximas a Michelle afirmam que ela jamais aceitaria ser vice de Flávio. Esse grupo trata o gesto de reaproximação como uma opção diante do desgaste no ambiente familiar, não como sinal de submissão à estratégia eleitoral do senador.

A trégua ganhou forma pública quando Michelle gravou um vídeo exibido durante a convenção do PL que oficializou Flávio Bolsonaro. A aparição ajudou a conter a crise aberta, mas não eliminou as suspeitas que cercam a relação entre os dois grupos.

Michelle Bolsonaro faz apenas uma menção a Flávio em vídeo na convenção

No vídeo exibido na convenção do PL, Michelle Bolsonaro dedicou a maior parte da fala às mulheres, fazendo apenas uma menção direta a Flávio, pedindo que Deus abençoe sua candidatura. pic.twitter.com/dSa4XkSJlr

— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) July 25, 2026

Aliados divergem sobre o gesto de Michelle

No núcleo ligado a Flávio, a leitura é diferente. Integrantes desse entorno veem em Michelle um plano político mais ambicioso, com a ex-primeira-dama preparada para assumir o espólio da família Bolsonaro caso algum fato inviabilize a campanha do senador até as eleições de outubro.

Essa interpretação circula em uma campanha descrita por aliados como instável. A sensação nesse grupo é que a candidatura de Flávio opera sempre “por um fio”, o que alimenta a desconfiança sobre os movimentos de Michelle e de seus apoiadores.

Do lado da ex-primeira-dama, a recusa à hipótese de vice reforça a tentativa de manter distância de uma composição formal. A reaproximação pública, nessa versão, serviu para interromper a escalada da briga familiar sem entregar a ela um papel subordinado na campanha.

Até as eleições de outubro, Flávio terá de conviver com o gesto público de apoio de Michelle e com a suspeita de parte de seus aliados de que ela se mantém posicionada para uma eventual disputa pelo comando político do bolsonarismo.

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