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Bolsonaro Prestará Depoimento à Polícia Civil em Sua Residência sobre Arma Apreendida

Por Atualizado em 3 Jul 2026, 21h58 2 min de leitura Expresso Rio
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O ex-presidente Jair Bolsonaro será ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal, na sua residência, como parte de uma investigação sobre a apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome. A oitiva está marcada para ocorrer na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Inicialmente, a Polícia Civil havia solicitado que o depoimento fosse realizado por videoconferência, mas o magistrado determinou que os investigadores comparecessem presencialmente ao endereço do ex-presidente. A medida foi necessária devido às restrições judiciais que impedem Bolsonaro de utilizar meios eletrônicos de comunicação para esse tipo de procedimento.

A investigação envolve uma pistola Glock calibre 9 milímetros registrada em nome de Bolsonaro, que foi apreendida em um veículo conduzido por um militar que integra a equipe de segurança do ex-presidente. A arma foi recolhida durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal por não estar acompanhada do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento obrigatório para o transporte legal do armamento.

Em depoimento anterior, o militar afirmou que a pistola estava sendo levada para manutenção e que seria devolvida posteriormente ao ex-presidente. Além disso, uma tentativa anterior de intimar Bolsonaro pessoalmente não foi concluída devido à ação de integrantes da equipe de segurança do ex-presidente, que teriam impedido o cumprimento do procedimento.

A investigação ocorre enquanto se aproxima o fim do prazo inicial da prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro. O andamento do inquérito e as informações produzidas pela Polícia Civil poderão ser considerados pelo STF na análise da situação jurídica do ex-presidente.

A defesa de Bolsonaro afirma que a arma foi tornada inoperante, pois integrantes de sua equipe de segurança retiraram o percussor da arma, tornando-a inoperante. Segundo a defesa, a medida foi adotada sem conhecimento prévio do ex-presidente devido aos medicamentos psiquiátricos utilizados por ele, que poderiam afetar sua capacidade cognitiva.

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