O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), formalizou a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). O nome do ex-presidente do Senado consta no Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 995/2026, protocolado nesta segunda-feira (31), com apoio de senadores de diferentes partidos.
A cadeira foi aberta após Bruno Dantas formalizar sua renúncia ao cargo de ministro do TCU. Dantas comunicou oficialmente a decisão ao presidente da Corte, Vital do Rêgo, e informou que pretende se dedicar a novos projetos profissionais. A movimentação abriu caminho para uma escolha que cabe ao Congresso Nacional.
Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (1º), Alcolumbre trabalha para que a indicação de Pacheco seja analisada diretamente pelo plenário do Senado ainda nesta terça. Caso não haja quórum suficiente, a votação poderá ficar para quarta-feira (2). A expectativa entre parlamentares é de apoio expressivo ao ex-presidente da Casa.
O PDL que apresenta o nome de Pacheco conta com assinaturas de representantes de diferentes legendas, entre eles Eduardo Braga (MDB-AM), Ciro Nogueira (PP-PI), Camilo Santana (PT-CE), Teresa Leitão (PT-PE), Rogério Marinho (PL-RN), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Cid Gomes (PSB-CE) e Omar Aziz (PSD-AM). A composição reforça a articulação suprapartidária em torno da indicação.
Pacheco já presidiu o Senado e vinha sendo citado nos bastidores políticos como possível nome para postos em tribunais superiores. A indicação ao TCU ganhou força após a confirmação da saída de Bruno Dantas e passou a ser articulada por Alcolumbre junto às lideranças partidárias. O senador mineiro também chegou a ser defendido anteriormente por integrantes do Senado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
A eventual votação no Senado, porém, não representa sozinha a conclusão do processo. O PDL tem tramitação bicameral e, caso seja aprovado pelos senadores, deverá seguir para análise da Câmara dos Deputados antes da conclusão do procedimento no Congresso. O TCU é formado por nove ministros: seis são escolhidos pelo Congresso Nacional três pela Câmara e três pelo Senado e três pelo presidente da República, observadas as regras constitucionais para cada vaga.




